Portugal focada em calçado de valor agregado

 

Portugal focada em calçado de valor agregado

02/08/2018

Nesta quarta-feira (1), associados à Abrameq tiveram apresentação de Neori Paim, que representou a entidade no Congresso Internacional do Calçado, que ocorreu em maio, na cidade do Porto, em Portugal. A apresentação ainda contou com as colaborações de Átalo Zille, da calçados Beira Rio, e Roberta Ramos, da Abicalçados, que também participaram do congresso.

O evento oportunizou três dias de visitas a indústrias calçadistas de Portugal, que é 11º maior produtor de sapatos do mundo, com 83 milhões de pares anuais, focando em produtos de maior valor agregado, sendo 95% para exportação. E o setor calçadista português pretende elevar a produção em 25% a 30% até 2020.

Em termos de cadeia produtiva, Roberta Ramos, destacou que todos os setores estão em uma entidade, a APICCAPS – Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos. Neori destacou ainda a existência de um centro tecnológico muito focado em indústria 4.0 e que tem forte interação com as indústrias.

Nas indústrias calçadistas, encontrou principalmente máquinas italianas e espanholas e não da China. Porém, as áreas de matrizaria e de fôrmas são portuguesas, que inclusive são exportadas para vários países da Europa. O perfil da produção não é muito moderno e com pouco investimento em economia energética, além de pouca automação na área produtiva. O representante da Abrameq observou também que em Portugal há menos exigência do que no Brasil em relação à segurança.

Átalo Zille, da Calçados Beira Rio, também participou das ações em Portugal e, na reunião de ontem, comentou que viu um bom potencial para as máquinas brasileiras naquele país, porque se percebe necessidade do que o Brasil oferece melhor do que qualquer outro. “As máquinas brasileiras são as que melhor atendem às exigências do mercado: tecnologia, qualidade, segurança, flexibilidade, atendendo ao que realmente o calçadista necessita, afirmou o calçadista” Este potencial também foi observado por Neori, que o setor brasileiro de máquinas unido pode alcançar muitos novos mercados.